08 mar Tem espaço para todo mundo!

A profissão é “motofretista”, e não “motoboy”. Motofretista não tem gênero e inclui todo mundo que está fazendo entregas pelo Brasil. Por isso resolvemos fazer uma homenagem às motofretistas no Dia das Mulheres.

Conversamos esta semana com algumas motofretistas cadastradas na Loggi e contamos neste post suas histórias, dificuldades, motivos e claro, paixão pelas duas rodas. O sol, a chuva e o trânsito são os mesmos para todos. E elas estão lá todos os dias fazendo entregas e enfrentando os mesmo desafios que qualquer um.

Veja o vídeo que fizemos junto com a Juliete, Rosa, Sonia e Kelly para homenagearmos todas as motofretistas do Brasil.

Rosa: “Salários iguais!”

370A0533-Edit

Rosa tentou diversas profissões e sempre achou um absurdo ganhar menos por ser mulher. Foi frentista de posto de gasolina e caminhoneira. Não importa o que tentasse, sempre ganhava menos que os homens.

Foi quando apresentaram a profissão de motofretista para ela. Morando na Praia Grande, no litoral de São Paulo, e com dois filhos para criar sozinha, Rosa já tinha uma moto. Conseguiu um emprego em São Paulo e finalmente passou a ganhar igual aos homens. Desde então, ela sustenta seus dois filhos com as entregas que faz.

“A única profissão que não ganho menos”, diz Rosa.  

Juliete: “Minha paixão é a moto”

370A0579-Edit

Desde os 12 anos de idade, ela tem paixão por motos. Quando veio para São Paulo, viu que a profissão unia o útil ao agradável. Podia ganhar dinheiro andando de moto.

Juntou dinheiro, tirou a carta e foi ser motofretista. Confessa que os primeiros dias não foram fáceis. Não tinha muita experiência e ainda não sabia de todas as dificuldades, mas não desistiu. Hoje ela diz que sua casa é a rua.

“Cada dia é um dia. Cada dia faço um novo amigo, tenho uma nova história pra contar”, afirma Juliete.

Alguma dificuldade por ser mulher? Nenhuma! Conta que é admirada pelas amigas e também pelos colegas de profissão que ela escolheu para si.

Sonia: “Tempo com meus filhos”

370A0605-Edit

Sonia nos contou que já trabalhou como vendedora, mas não gostava nem um pouco de ficar presa. Além disso, tinha horários muito fixos e isso atrapalhava um pouco a sua rotina como mãe.

Ela conheceu a profissão por meio de um parente que já era motofretista. Daí começou e nunca mais parou. Além de ter muito mais flexibilidade como motofretista, ela consegue fazer seus próprios horários para ter mais tempo com seus filhos.

“Tenho mais tempo para minha família”, conta.

Kelly: “Desde cedo”

370A0559-Edit

Kelly começou a trabalhar muito cedo, mas sempre em empresas de motofrete. Trabalhou na parte administrativa da empresa até que tirou a licença para pilotar motos. Com isso, ela passou a revezar entre o trabalho no escritório e as ruas. No fim ela optou pela rua, porque ela era apaixonada pelo dinamismo e também pela moto. Mais de 10 anos se passaram desde então, e ela continua rodando a cidade de moto fazendo entregas.

“Minha paixão é a rua”, diz Kelly.

Comentários