03 out Por dentro do galpão da Loggi

Ao chegar pela manhã no fim de uma rua sem saída na Vila Leopoldina em São Paulo já se nota algo incomum. Uma aglomeração de várias (leia-se por volta de 80) motos brancas com baús azul claro. Por lá encontram-se também homens e mulheres esperando o celular tocar. É a entrada do galpão onde fica a parte de logística da operação do LoggiPro, o nosso serviço de entrega expressa para e-commerce.

Por fora, não se sabe que, ali dentro, linhas e mais linhas de código foram desenvolvidas especialmente para que a operação que ali acontece funcione da forma mais eficiente possível.

Esteiras se movendo, pacotes e mais pacotes para serem entregues naquele mesmo dia. Cada motoboy com uma rota já pronta e otimizada. Mas como tudo isso é feito?

Vamos te contar contar o passo a passo (mas não conta pra ninguém, ok?):

Passo 1 – Integração

Antes de começarmos a trabalhar com um cliente novo, precisamos integrar o sistema de ambos. Sem isso, não saberemos quantos pacotes serão coletados, processados, para onde vão e, mais importante, para quem vão (não podemos entregar pacotes para as pessoas erradas, certo?)

Passo 2 – Coleta

Temos mais de 300 clientes de e-commerce atuando em São Paulo. Em média, são feitas 6.000 compras com pedidos de same-day-delivery (entrega feita no mesmo dia da compra — ou no dia seguinte, dependendo do horário que foi efetuado o pagamento). Todos os dias coletamos os pedidos que precisam ser entregues nos Centro de Distribuição e levamos até nosso galpão.

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Passo 3 – Volumetria

Assim que os pacotes chegam em nosso galpão, são inseridos em nosso sistema com um bip (igual ao de lojas) e colocados em uma esteira onde, usando a tecnologia kinect, é feita a volumetria de cada um.

Até agora temos o nome do consumidor, endereço e tamanho do pacote que foi comprado.

Passo 4 – Roteirização

Agora que temos o volume exato dos pacotes que temos que entregar, o sistema calcula qual a rota mais inteligente para fazer as entregas. A volumetria é feita para saber quantos pacotes cabem no baú de um motoboy. Assim fazemos o caminho mais rápido de entregas, juntando pacotes que têm seus destinos próximos um do outro com tamanhos suficientes para caber no baú do motoboy (ou Van, dependendo do tamanho do pacote).

Passo 5 – Conferência

Com as rotas do dia prontas, chamamos os motoboys (aqueles que estão esperando na porta do galpão, lembra?). No celular deles já aparece o nome de todos que estão na sua rota. Dessa forma temos certeza de que pacote nenhum foi deixado para trás.

Com tudo conferido, é hora de sair para a entrega.

Passo 6 – Entrega

Com a rota pronta e todos os pacotes no baú, nosso aplicativo mostra para o motoboy a ordem de entrega. O mais legal é que, nessa hora, o cliente final (aquele que fez a compra) pode acompanhar a rota do motoboy em tempo real. Assim o cliente sabe exatamente onde está o pacote dele e que horas vai chegar até sua casa.

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Esse processo tem ajudado muito nossos clientes a conseguirem resultados super positivos. Um exemplo é a Glambox — um site de assinaturas mensal de produtos de beleza.

Quando começaram, a logística era complicada. Cada caixa chegava em um dia e os consumidores estavam reclamando que havia pessoas recebendo antes e não sabiam quando receberiam a sua. Isso já não acontece mais.

Com um processo muito mais organizado, os clientes da Glambox conseguem acompanhar todo o processo de entrega, tem uma experiência muito melhor e a caixa chega sempre em dia para eles.

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